Prof. Antonio Lourenço Tomazetti.
Adaptado por N-Valdo Alves
Tá difícil achar gente que pensa. A inteligência é matéria prima raríssima. Diante disso, começa a morrer o principal atributo dos brasileiros: a imaginação.
Tá difícil achar gente que pensa. A inteligência é matéria prima raríssima. Diante disso, começa a morrer o principal atributo dos brasileiros: a imaginação.
A imaginação, a criatividade, precisa de um repertório mínimo. Exigem PENSAR. E as pessoas não são ensinadas nem motivadas a pensar. Pensar dói. Resultado? São cada vez mais raras as pessoas para as quais pensar é uma necessidade, um prazer.
Agora leve essa realidade para o ambiente empresarial. Pegue, por exemplo, um empreendimento que começou com 20 pessoas 20 anos atrás e que hoje tem 500, 1000, 20,000 Um volume de gente assim é impossível de ser administrado. Surgem então os gerentes. E os chefes. E os supervisores. E os encarregados.
Agora leve essa realidade para o ambiente empresarial. Pegue, por exemplo, um empreendimento que começou com 20 pessoas 20 anos atrás e que hoje tem 500, 1000, 20,000 Um volume de gente assim é impossível de ser administrado. Surgem então os gerentes. E os chefes. E os supervisores. E os encarregados.
A maioria, gente que não sabe pensar. Minimamente preparada pelas escolas e depois pelos programas de treinamento das empresas, sempre focados em melhorar a eficiência das pessoas. Raramente preocupados em motivar o pensar. O poder é esparramado...e as decisões passam a ser tomada por dezenas, centenas, milhares de pessoas sem preparo. Sem inteligência. Sem o hábito saudável do pensar. E esse fenômeno, em intensidades diferentes conforme a infra estrutura educacional de cada país é mundial. Um dia, alguém descobre que a única forma de colocar esse exército de ignorantes na linha é dar-lhes um roteiro.
Faça isso e aquilo. Depois aquilo e isso. E começam a surgir os programas de qualidade. A ISO 9000 é a primeira que surge em grande escala. Colocada como exigência pelas grandes empresas para seus fornecedores, a ISO torna-se febre mundial e, num primeiro momento, realmente ajuda a colocar os processos das empresas em outro patamar, com um ganho de qualidade importante. E não é preciso muito tempo para que surjam outros programas, como QS, TS, Seis Sigma, PNQ... cada um mais exigente que o anterior.
E é aí que mora o perigo. Aquele exército ignorante recebe a incumbência de gerenciar esses programas. E primeiro, surge a necessidade de montar estruturas para gerenciá-los. Depois vem um aumento agressivo da burocracia. Tempo e custo, e junto com isso, a tendência a colocar a certificação como um fim.
Um concurso. - Vamos fazer uma mobilização de 60 dias. A gente ganha o certificado e depois volta ao normal...E o pior: esses programas passam a ser interpretado como MAPAS e não BÚSSOLAS.
A bússola indica o norte. Aponta a direção. E as pessoas podem criar seus próprios caminhos, longos ou curtos, tortuosos ou retos. Cada uma desenhando-o conforme sua necessidade. Mas para isso, a pessoa tem que pensar. Mas pensar dói. E quando a gente não pensa...não pode usar bússolas. Tem que usar mapas. Fórmulas prontas. Que digam exatamente o quê e como fazer. E todos aqueles programas ambiciosos são transformados em gigantescos check lists que, se seguidos à risca, garantem consistência de resultados.
Qualquer medíocre tem então um roteiro a seguir. E se todos os medíocres seguirem o roteiro, a empresa anda nos trilhos. Fica, digamos, na média...Acontece que neste nosso mundo, o valor está justamente nas pessoas que encontram caminhos diferentes, que fogem do roteiro, que improvisam, que criam... Pessoas que dificilmente convivem com mapas acabados. Pessoas que dificilmente surgem em ambientes burocratizados, amarrados,controlados.
Essas pessoas lidam com valores intangíveis. Entendem que o diferencial está nos atributos que envolvem as sensações, as percepções, o relacionamento. Sabem que não será a qualidade do produto ou a eficiência dos processos que garantirá o sucesso.Será a inteligência, a ATITUDE das pessoas. Mas inteligência exige pensar. E como anda difícil encontrar gente que pensa...
E a onde entra a escola e o professor em tudo isso? Em tudo, planejamento, ética, coleguismo, respeito, respeito ao horário, e uma visão positiva da educação.
Nesses tempos de qualidade total, você tem que fazer certo da primeira vez, mas como? Se na escola que na verdade ela é o ensaio para a vida, ainda estamos fazendo o rascunho para depois passar a limpo. Fazemos o serviço duas vezes, pode?
É comum ainda encontrar professores que passam tarefa para que os alunos os façam em casa, e ai ele vai buscar ajuda de quem não está preparado para ensinar, o pai ou a mãe, que muitas vezes se quer tiveram a oportunidade de freqüentar uma escola.
As tarefas devem sempre ter foco na análise e no desenvolvimento intelectual, no pensamento, no desenvolvimento de idéias, na formulação de criticas, nas pesquisas individual para depois discutirem em grupo o resultado do que foi elaborado individualmente. E daí traçar um plano de trabalho, centrado no paradigma ambiental, investir em tecnologias, buscando produtos menos agressivos à natureza e ao homem. Evitando certas ações: roupas de peles de animais silvestres, jóias (agressão à natureza, para a extração do ouro) – minérios, água, enxofre; dentre outras.
Como também é comum encontrar pessoas que silenciosamente passam o pregão: “faça o que falo, mas não faça o que faço”, em se tratando da questão ambiental, a começar do papel de bala que joga pelos logradouros de nossa cidade, do desperdício de energia, de água, do desmatamento desordenado (aqui cabe uma reflexão: quando de se desmata sem licença é crime e as pessoas/empresas são multadas, mas e se tiram a licença ambiental, deixa de ser crime? Por quê? Não vai provocar a mesma ação e reação no meio ambiente?) Que fazer?! Deixar a vontade? Também não se isso acontece, perder-se-á o controle do que ainda resta de nosso meio ambiente.
As Secretarias de Meio Ambiente e os órgãos Ambientais, precisam mudar suas posturas para atenderem a demanda, antecipando as ações não esperar, agir, monitorar, fiscalizar e “multar” somente quando o estrago já está feito, mas, fazer o cidadão sentir que não esta sozinho que tem gente que se preocupa com a qualidade de seu ambiente onde vive, trabalha; não só cobrando resultado da parte comum (pessoas físicas ou jurídicas), mas envolvendo o processo educacional, praticando a educação ambiental e ajudado a construir um desenvolvimento sustentável e participativo (pena que nem todos envolve no processo e vivem a criticar os que o fazem).
Texto do Prof. Antonio L Tomazetti.
Adaptado por N-valdo Alves
6 comentários:
perabens,,simplismente maravilhoso,,Deus te abençoe
O texto aborda um assunto polêmico e complexo. Se a problemática começa pela base dificilmente será corrigido pela margem. É uma bola de neve, mesmo os simpatizantes não sabem como, quando e por onde começar.E o pior antes de entrar na luta propriamente dita já são excluídos. Penso as vezes,como já foi dito anteriormente no texto " pensar dói" que ninguém mais se interessa pelo que os outros pensam ou deixam de pensar o que vale para muitos é alcançar o desejado sem se preocupar de como foi montado essa estrutura e nem mesmo o caminho percorrido. O "pensar correto" hoje não importa, pois o que se defendem é o carisma e não o caráter. O que tenho a temer é pelas gerações futuras e ainda por nós mesmos.
Parabéns, voce tem abordado assunto de grande relevância. Pensar ñao só doi como também para alguns leva tempo.Nada se cria tudo se copia.Imagina se vão querer seres pensantes? É mais fácio conduzir todos como fazem com os bois no cural.Concordo plenamente a fala do anônimo a cima.Hoje pra muitos o que realmente ta valendo sem se importar de que maneira e como;é chegar a onde se quer.
Aos Anônimos (pena que não identificaram, pois seriam aqui citados) e à Dulcimar, muito obrigado por comentarem os textos que postei no meu blog. Nos comentários ali postados, pude perceber duas verdades que as relato aqui:
1ª – “O "pensar correto" hoje não importa, pois o que se defendem é o carisma e não o caráter” – isso se aplica às pessoas que são legais e carismáticas, “de bem com a vida e com todos”, mas que não tem competência. De fato muitos esquecem o caráter e o carisma devem se completar e formar a responsabilidade e o comprometimento nas ações que se propõem fazer e os cargos a serem ocupados. Só o carisma, como comentaram, de fato não basta.
2ª – “Hoje pra muitos o que realmente ta valendo sem se importar de que maneira e como, é chegar a onde se quer ” – de fato a questão da humanização, do sentimentos das pessoas estão sendo esquecidas, e ai o que vale é VOU CHEGAR LÁ... mesmo que com isso seja preciso: DESPRESTIGIAR, DENEGRIR, PISAR, DERRUBAR, ANDAR POR CAMINHOS TORTUOSOS E DUVIDOSOS, DESCONSIDERAR, como foi dito: a HISTÓRIA, A ESTRUTURA MONTADA, O CAMINHO PERCORRIDO. É preciso voltar à simplicidade e o senso humanitários, buscar a excelência sim. Mas com responsabilidade e ética.
Muito Obrigado. Sintam-se a vontade e continue comentando meus textos.
N-valdo
Nossa, eu sou o Professor Antonio Lourenço Tomazetti, fiquei bem animado com a publicação do meu texto e pricipalmente pela adptação que ficou exelente.
Obrigado Profº Tomazetti, pois foi refletindo sobre seu texto, e acreditando que é preciso mudarmos de atitudes com relação ao meio ambiente, que decidi escrever este texto, adaptando-o para esta nova ordem mundial. Seu texto muito colaborou. E sinceramente queria que tivesse conhecimento desta adaptação que fiz e tecesse seus comentários sobre ele, aliás...não somente sobre ele. Mas sobre os conteúdos como um todo postado aqui no blog.
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