terça-feira, 15 de novembro de 2011

CONTOS QUE CONTARAM, QUE RECONTO I


Dia 27/10/2011 – chegamos [meu pai e eu] ao Hospital de Urgência de Goiânia – Hugo – por volta das 03h00min da manhã
Internado por volta das 15:00 horas no corredor. Aproximadamente das 18h00min fomos transferidos para o leito 03 da enfermaria 38.
Aplicação de soro para manter veia. A cama/leito de meu pai ficou debaixo do televisor que estava volume “meio alto” para os padrões de ambientes hospitalares; conversas, risadas, rádio de celulares ligados, todos em volume altos. De certa forma, assustou-me devido no interior exigir ou vigorar certa “ordem de silêncio”, inspirando repouso dos pacientes. Mas foi sentar e começar ouvir as histórias.
1ª – Por Alexandre, da cidade de Canarana - MT. Ele afirma que estava com a “bexiga para explodir” de cheia, pois usava sonda e a mesma estava fechada. A enfermeira chefe chega, aperta sua barriga na altura da bexiga e diz: “É ta drenando a urina”. A dor continua... Alexandre sem mais saber o que fazer, continua inquieto com as dores. Chega outra enfermeira e olha o coletor de urina, abre o dispositivo da sonda, e a urina corre livre dando uma agradável sensação de alívio ao paciente.
2ª – Contada por Marcos. Um paciente estava, como era de esperar, e principalmente no quadro clinico dele, deitado. Chega uma enfermeira, da um toque em seu ventre e escuta os sons fofos característicos de quem está com gazes presos. Após outras batidas a enfermeira ordena ao paciente! “Isto são gases presos, você tem que andar, dar uma volta no corredor para ativar”. Muito surpreso o paciente afirma: “mas como vou andar se estou com a bacia quebrada”?
3ª – Contada por JBR: Acontecido pela manha, entre as 7:30 as 08:00 horas – Uma enfermeira que iria iniciar suas atividades falar com José: “E seu José, tudo bem contigo?” Ao que recebe como respostas: “melhor agora que te vejo”. Em meio às conversas e respondendo uma pergunta que não consegui identificar o interlocutor, seu José responde: “Aqui esta igual lá em casa, falta tudo, falta água, falta médico... estou com tanto medo de faltar até comida, que estou guardando para comer mais tarde” - então abre a cômoda e mostra a comida (biscoito) que havia guardado para “comer mais tarde”.
4ª – Mas uma por Alexandre. Alexandre, acidentado e diagnosticado fratura de coluna. A enfermeira aconselha-o a ficar numa posição estável e estática: “Você não pode ficar nessa posição, pois há um desnível na coluna e isto é prejudicial: Alexandre pensa e diz: “Como ficar nivelado se o colchão forma uma panelinha inclusive com este buraco?” Mais tarde (à noite precisamente) a mãe diz que colocou um lençol no “buraco”. O buraco na verdade era o local do colchão que se afundava devido o peso do paciente.
5ª – Sem identificação dos autores. Um casal em conversa franca entre eles: O homem numa alusão de que ele era novo e que necessitava de cuidados especiais da esposa e em tom agressivo: “Quem gosta de velho é museu”. A mulher responde sem pestanejar: “Quem gosta de bebê é babá! Você não é bebê e nem sou sua babá”!
Estes fatos de certa forma nos alegravam fazendo-nos rir, descontraindo o ambiente e logicamente aqui citados de forma mais engraçadas. Há outros fatos um tanto quanto cômicos que não serão relatados aqui. Mas fica um abraço especial ao Alexandre apelidado de Concha, por ter sido prensado dentro de uma concha de retro-escavadeira. Ao Willian, o Múmia, acidentado de moto e que estava com os dois braços enfaixados e com tipóia no pescoço, se parecendo de fato com uma múmia. Ao Weber, cujo apelido de Super-Homem se deu pelo fato da porta do veículo no qual colidiu com sua moto, foi parar “no outro lado”, encostado à outra porta.
N-valdo  Alves  (Sula)

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