Dia 27/10/2011 – chegamos [meu pai e eu] ao Hospital de Urgência de
Goiânia – Hugo – por volta das 03h00min da manhã
Internado por volta das 15:00 horas no corredor.
Aproximadamente das 18h00min fomos transferidos para o leito 03 da enfermaria 38.
Aplicação de soro para manter veia. A cama/leito de meu pai ficou debaixo do televisor que estava volume “meio alto” para os padrões de
ambientes hospitalares; conversas, risadas, rádio de celulares ligados, todos
em volume altos. De certa forma, assustou-me devido no interior exigir ou vigorar
certa “ordem de silêncio”, inspirando repouso dos pacientes. Mas foi sentar e
começar ouvir as histórias.
1ª – Por Alexandre, da cidade de Canarana - MT. Ele
afirma que estava com a “bexiga para explodir” de cheia, pois usava sonda e a
mesma estava fechada. A enfermeira chefe chega, aperta sua barriga na altura da
bexiga e diz: “É ta drenando a urina”. A dor continua... Alexandre sem mais
saber o que fazer, continua inquieto com as dores. Chega outra enfermeira e
olha o coletor de urina, abre o dispositivo da sonda, e a urina corre livre dando
uma agradável sensação de alívio ao paciente.
2ª – Contada por Marcos. Um paciente estava, como era
de esperar, e principalmente no quadro clinico dele, deitado. Chega uma
enfermeira, da um toque em seu ventre e escuta os sons fofos característicos de
quem está com gazes presos. Após outras batidas a enfermeira ordena ao paciente!
“Isto são gases presos, você tem que andar, dar uma volta no corredor para
ativar”. Muito surpreso o paciente afirma: “mas como vou andar se estou com a
bacia quebrada”?
3ª – Contada por JBR: Acontecido pela manha, entre as
7:30 as 08:00 horas – Uma enfermeira que iria iniciar suas atividades falar com
José: “E seu José, tudo bem contigo?” Ao que recebe como respostas: “melhor
agora que te vejo”. Em meio às conversas e respondendo uma pergunta que não
consegui identificar o interlocutor, seu José responde: “Aqui esta igual lá em
casa, falta tudo, falta água, falta médico... estou com tanto medo de faltar
até comida, que estou guardando para comer mais tarde” - então abre a cômoda e
mostra a comida (biscoito) que havia guardado para “comer mais tarde”.
4ª – Mas uma por Alexandre. Alexandre, acidentado e
diagnosticado fratura de coluna. A enfermeira aconselha-o a ficar numa posição
estável e estática: “Você não pode ficar nessa posição, pois há um desnível na
coluna e isto é prejudicial: Alexandre pensa e diz: “Como ficar nivelado se o
colchão forma uma panelinha inclusive com este buraco?” Mais tarde (à noite
precisamente) a mãe diz que colocou um lençol no “buraco”. O buraco na verdade
era o local do colchão que se afundava devido o peso do paciente.
5ª – Sem identificação dos autores. Um casal em
conversa franca entre eles: O homem numa alusão de que ele era novo e que
necessitava de cuidados especiais da esposa e em tom agressivo: “Quem gosta de
velho é museu”. A mulher responde sem pestanejar: “Quem gosta de bebê é babá! Você
não é bebê e nem sou sua babá”!
Estes fatos de certa forma nos alegravam fazendo-nos
rir, descontraindo o ambiente e logicamente aqui citados de forma mais
engraçadas. Há outros fatos um tanto quanto cômicos que não serão relatados
aqui. Mas fica um abraço especial ao Alexandre apelidado de Concha, por ter
sido prensado dentro de uma concha de retro-escavadeira. Ao Willian, o Múmia,
acidentado de moto e que estava com os dois braços enfaixados e com tipóia no
pescoço, se parecendo de fato com uma múmia. Ao Weber, cujo apelido de
Super-Homem se deu pelo fato da porta do veículo no qual colidiu com sua moto,
foi parar “no outro lado”, encostado à outra porta.
N-valdo Alves (Sula)
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