terça-feira, 15 de novembro de 2011

CONTOS QUE CONTARAM, QUE RECONTO II - A DOENÇA DA SAÚDE

Fora os fatos cômicos relatados em CONTOS QUE CONTARAM, QUE RECONTO! -  também pude observar, na prática, o que é notório a toda a população; o fato de que a saúde brasileira está em caos e quem depende do SUS em geral sofre mais, pois é deixado em macas em corredores, e enfermarias, às vezes mais de uma semana, e não raro chega às duas quinzenas. Exceto quando se tem amigos influentes ou contatos importantes no seio da política ou da medicina, neste caso em poucos dias se consegue uma vaga em outro hospital, e ser transferido e atendido pelo SUS, o que deixa os menos favorecidos [financeira, socialmente e sem amigos influentes] há mais tempo com primeiro atendimento realizado, mais tempo na fila de espera para cirurgia. Caso típico e acontecido: O Senhor J.R.L, que sofreu acidente de moto fraturando o fêmur e abertura de bacia, desde quando chegou, [deu entrada no hospital em 31/10/2011] não deixou o telefone sossegado e recebendo e fazendo ligação, mantendo seus contatos. Em uma delas ele perguntou em quanto ficava a cirurgia dele na rede particular, parece ter-assustado com o valor, pois não mais insistiu no assunto de cirurgia fora da rede SUS. Porém na 5º-feira [por volta das 10:40 h] o mesmo afirmava ter conseguido transferência para o Hospital Ortopédico de Goiânia, com tratamento pelo sistema SUS. Fato que se confirmou quando o mesmo foi transladado para o referido hospital às 12:21 horas do dia 03/11/2011. O que mais chateia é que o mesmo ainda falava em alto e bom som: “É se não tiver amizade... ter amigos e mais importante que ter dinheiro.”
Enquanto isso...
Bom enquanto isso acontece coisas inexplicáveis como, por exemplo: pacientes, três no total, que aguardava uma prescrição de colete, o que foi feito primeira vez, segundo acompanhante de um dos pacientes, o pessoal do Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo – CRER – disse estar errado. Fez-se um segundo pedido, errado de novo. Por fim o prontuário do paciente desapareceu, extraviou-se e até o presente momento - já aproximadamente 18 horas de extravio – ainda não foi encontrado.
Outro paciente igualmente ao caso do sr. J.R.L – fratura similar (fêmur) continua aguardando na fila de cirurgia. Quando será realizada? Não se sabe.
São os pacientes culpados? Devemos julgá-los por tentarem agilizar seu próprio atendimento? Claro que não! Eu mesmo se tivesse condições agiria da mesma forma que ele (JRL).
O sistema SUS permite tais interferências externas. Que fazer?
Importante ressaltar que estive por doze dias consecutivos acompanhando meu pai, que estava hospitalizado para fazer um debridamento. Meu pai ficou na verdade dezesseis dias (do dia 27/11 à 11/11) aguardando tal procedimento que chegou a ser agendado pelo médico, mas as cirurgias foram suspensas, como já estava acontecendo nos dias anteriores, por falta de materiais para procedimentos cirúrgicos, tais como: luvas, fios de suturas, e outras coisas mais. Resultado: Meu pai recebeu alta sem realizar tal procedimento de debridamento.
A estes episódios vale lembrar que o HUGO, esta apresentando déficit de médicos, material básico de cirurgia e água, segundo a reportagem do Jornal Daqui, editada em 28/10/2011. Segundo o mesmo jornal, o secretário de Estado da Saúde, diz que a situação só via melhorar quando terceirizar os serviços de saúde. Diante disso pergunta-se: Se privatizar/terceirizar os serviços de saúde, resolve a problemática, isto significa que o Estado está sendo incompetente em administrar e fornecer um serviço de sua responsabilidade legalmente constituída.
Onde está o X da questão? É difícil identificar a raiz do problema! Embora nós, pobres mortais que somos, reconhecemos que falta investimentos e canalização de recursos para a saúde brasileira. E em muitos casos os parcos (ou volumosos?) recursos não são aplicados corretamente! E não raros desaparecem sem deixar rastros, pois são apropriados por pessoas físicas que deveriam administrar corretamente os bens públicos.
Pergunto novamente: Que podemos fazer?
Dê sua opinião! Fale o que pensa! Dê seu ponto de vista.
  
N-valdo Alves (Sula)

Um comentário:

Anônimo disse...

É MESMO UMA PENA QUE A SAÚDE ESTEJA ASSIM.EU ACHO QUE É NECESSÁRIO MAIS DO QUE NUNCA EDUCAR PARA A CIDADANIA PARA QUE OS BRASILEIROS POSSAM COMEÇAR A ABRIR OS OLHOS E ENXERGAR O CAOS.

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